Kung Fu Na Atualidade
O Kung Fu na atualidade
Com as mudanças sofridas pela china no inicio do século XX e a influencia estrangeira no país, um processo de modernização foi iniciado e consideraram algumas práticas tradicionais como sendo atrasadas e antiquadas, passando assim a despreza-las. Nessa época passaram a adotar sistemas comuns aos ocidentais como atletismo, handebol entre outros.
Mao Tsé-Tung sempre enfatizou que a prática de atividades físicas era de suma importância para a saúde e bem estar do povo, porém, era defensor de rotinas padronizadas, ele acreditava que o excesso de diversidades só fazia “perturbar ossos e músculos”. Era também um admirador da simples técnica japonesa do Judô e da educação física alemã. Esse pensamento confrontava com a cultura marcial do Kung Fu, onde havia muitos estilos diferentes. Apesar de não existir uma evidencia direta sobre essa ação causa-efeito de suas declarações, acredita-se que isso fez com que fosse impulsionada a expansão do Wushu moderno e da prática do Kung Fu com rotinas de movimentos para o treinamento físico e sem o seu sentido prático original. O historiador, escritor e artista marcial americano David A. Ross afirma que a politica do partido comunista se esforçou em eliminar da arte marcial a prática do livre combate, isso pelo controle e pelo fato de que segundo suas crenças “camaradas não deviam lutar entre si”. Do mesmo modo devia se eliminar a relação tradicional marcial entre mestre e discípulo sendo considerada por eles como um elemento reacionário e feudal, sendo substituído pela moderna relação “treinador-atleta”.
Em 1958 com a criação e padronização de regras para competições, passou-se a dar mais importância as pontuações, onde os movimentos com maior grau de dificuldade em sua execução eram mais beneficiados em relação aos movimentos tradicionais que visavam o combate. O termo wushu como explicamos anteriormente é traduzido como “Arte Marcial”, porém alguns praticantes e escritores utilizam a mesma pronuncia “wu” (com grafias diferentes) para transformar “arte marcial” em “arte de dança” e assim afirmar que o hoje “kung fu” moderno é uma mera exibição semelhante a uma ginástica olímpica sem sua característica combativa marcial.
Essa modernização e mudança nas tradições fizeram com que muitos mestres e defensores do estilo tradicional das artes marciais chinesas migrassem para outros países e regiões, onde as leis impostas não eram rígidas e onde pudessem continuar com sua prática e desenvolvimento do Kung Fu tradicional.
Embora hoje a grande maioria das “academias de Kung Fu” se considerem tradicionais, muitas possuem uma mistura das técnicas modernas com resquícios das antigas, e desenvolvem seu trabalho sem muito enfoque nas técnicas de combate do estilo praticado. Porém, muitos Mestres, Professores e estudiosos por todo o mundo inclusive na china, vem se esforçam para resgatar as tradições e mostrar a clara diferença de treino, onde a prática do Kung Fu de fato enfatiza a habilidade combativa e o entendimento dos conceitos do estilo praticado e não a exibição e os componentes estéticos.
Trecho do Livro - "Kung Fu Guia Prático do Discípulo" autor Sifu Roberto Cefas - 8º Geração Estilo LaD7*


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